Hoje vamos falar sobre um dos grandes problemas dos últimos séculos: a falta de tempo!

Mais importante do que isso, vamos falar sobre como fazer uma boa gestão do “pouco” tempo que se tem.

Desde pequenos aprendemos a lutar contra o relógio. As palavras de ordem são “despacha-te! vamos chegar atrasados”. E essa mensagem ressoa e passa a fazer parte de nós.   

Aprendemos a fazer mais em menos tempo e por mais que se faça, nada parece ser suficiente.

É em relação a este ciclo vicioso e a esta carga de stress que urge dar uma resposta.

É chegado o momento de fazer as pazes com o relógio.

Sendo certo que o “tempo urge”, como fazer uma boa gestão do seu tempo?

O primeiro passo é relembrar que o dia tem 24 horas. Eu sei que sabe disto, mas é importante relembrar que não vale a pena querer fazer mais do que é humanamente possível neste intervalo de tempo. Considere isto a Regra nº1.

Posto isto, não se sobrecarregue desnecessariamente.

Diga-me a verdade: quantas vezes disse “sim” quando deveria ter dito “não”? Ora porque sentiu que não podia, ora porque não queria, o resultado acabou sendo o mesmo: não conseguiu dar conta do recado.

O que nos leva à Regra nº2: Não se penalize! É perfeitamente natural haver momentos onde a sua vida, a organização e a boa gestão de tempo falhe. A regra é não permitir que esta fase se alongue e/ou se repita muitas vezes.

Repare nas situações repetitivas, situações-padrão, que provocam o caos na sua rotina.

É por aí que vai começar.

O que nos leva à Regra nº3: Comece agora!

Reconhecendo as situações que lhe causam problemas maiores, é chegado o momento de as resolver. E esse momento, o momento ideal será, como não, o agora.

Uma boa gestão de tempo não se faz através de malabarismo, tentando encaixar o máximo de coisas possíveis na sua agenda. É mais bem o contrário.

O princípio básico de uma boa gestão de tempo passa por retirar da sua agenda tudo o que não for estritamente fundamental, ficando apenas aquilo que lhe vai trazer o resultado de maior impacto.

Eu sei que, à primeira vista, isto pode-lhe parecer impossível. Mas é um processo.

Acredite que, pouco a pouco e com uma decisão firme de querer fazer melhor, vai conseguir identificar as situações que lhe retiram tempo de qualidade e lhe restam energia para se dedicar ao que de facto é relevante.

De modo que a proposta que lhe faço este mês é a seguinte:

Mais do que tentar encaixar na sua agenda tudo o que tem em mãos, quero que elimine o que de verdade não tem de ser feito, e muito menos por si.

Elimine tudo o que puder. E pode. Tenho a certeza disso.

Não existe uma fórmula mágica para fazer render o seu tempo.

O que existe sim é a sua capacidade de análise e decisão sobre o que vai fazer com ele.

Não abdique da sua responsabilidade nestas escolhas.

Afinal de contas, estamos a falar do seu dia-a-dia, da sua qualidade de vida.

E tudo isto a si lhe pertence.